Quem quer de Verdade a Paz Social?

  
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Quem quer de Verdade a Paz Social?

Mensagempor Mochileiro » Ter Jan 15, 2013 10:46

QUEM QUER DE VERDADE A PAZ SOCIAL?


Caros brasileiros.

Permitam-me desabafar: tenho 29 anos de idade e acabei de ser assaltado.

Não pela 1ª vez. Não pela 10ª vez. Não pela 20ª vez. Somados os furtos, roubos e estelionatos, já fui vítima mais de 30 vezes. Sem exagero. Isso mesmo: mais de 30 vezes! E, se somar as vezes em que tive que correr (e consegui correr...), o número cresce. Parece inacreditável. Mas infelizmente não é.

Hoje, 15/01/2013, entraram em minha residência, mesmo que minha família e eu estivéssemos em casa. Às 16h00min.

Em 2005, quando escrevi o livro Mochileiro Aprendiz Aventureiro, nele contei que uma das coisas mais positivas que encontrei morando fora do Brasil foi a segurança: tranquilidade de caminhar pelas ruas de dia ou de noite sem achar que um assalto fosse provável. A ponto de, por mais de ano, não ser vítima e nem conhecer pessoalmente alguém que o tenha sido. Um bem coletivo que me parece ser da mais suma importância para quem entrega parte da sua liberdade e trabalho para um Estado (supostamente) organizar um convívio social digno e pacífico...

Pois bem. O que me faz escrever aqui é especialmente uma questão: quero registrar que não estou acostumado, nem acomodado, nem aceito ser conivente com esse tipo de fato já tido por natural em nossa sociedade brasileira. Sei que, além dos fatos mencionados, todos os dias sou furtado (e todos nós o somos) por políticos e suas equipes, por grandes meios de comunicação, por bancos, pelo Estado sem interesse público, por grandes grupos com poder econômico etc. E a prática de violência física ou de sua ameaça é a que mais me incomoda.

Por mais que boa parte (talvez a maioria) dos brasileiros demonstre desânimo em construir uma sociedade honesta e pacífica, tomando atitudes que evidenciam indiferença em quem eleger como governante, preferência absoluta pelos bens pessoais aos coletivos e, tendo oportunidade, pelo chamado “jeitinho brasileiro”, preciso fazer esse registro para manter tranquila a minha consciência: nesta minha passagem pela vida terrestre, estou sempre o mais disposto possível a ler e pesquisar pelo político menos pior, a abrir mão de grandes vantagens pessoais para possibilitar a construção de vantagens coletivas e a, tendo oportunidade, colocar em prática um caráter honesto e pacífico em vez de “buscar o ganho pessoal fácil, já que os outros fazem o mesmo...”

Em suma: quero tanto a divisão da riqueza quanto a criminalização das condutas daqueles que hoje livremente tiram a oportunidade de a sociedade conviver dignamente e em paz. Depois disso, quero o combate a todos os tipos de criminosos. E, finalmente, quero um mundo sem crimes de “colarinho branco” e também sem os com violência e ameaça.

Pra isso, repito, sigo disposto a, tendo oportunidade de escolher entre vantagem pessoal fácil e indevida ou de colocar em prática um caráter honesto e pacífico, optar pela segunda alternativa. Mesmo que nem todo mundo mude, eu quero mudar o mundo. Mesmo que a maioria não acredite nisso e se contente com a busca pessoal por vantagens, eu desejo (con)viver com a satisfação de ter tentado e feito tudo ao meu alcance.

Sei que vivemos numa guerra. Mas acredito que apenas com opções decisivas assim é que podemos alcançar a paz. Desejo que esse seja de fato o caminho certo e que a maioria um dia o siga. Isto é: desejo que quem queira de verdade a paz social de fato a construa.

Enfim, peço licença para conclamar em nome daqueles que assim pensam: seja muitíssimo bem-vindo quem nesta direção conosco também quiser caminhar.


Ijuí (RS), 15 de janeiro de 2013.
Vicente Zancan Frantz
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