O Futuro da Longevidade.

  
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O Futuro da Longevidade.

Mensagempor Mochileiro » Seg Jun 04, 2012 10:05


"Quem muito lê vai reunindo em si mais lembranças e conhecimentos do que se tivesse mil anos de idade". Com essa frase de Gabriel Perissé começo a escrever um pensamento que me ocorreu há alguns minutos. Nada comprovado cientificamente, mas dá para imaginar, de forma descontraída, algumas hipóteses a respeito da longevidade humana.

Ao longo da história, tivemos constantes surpresas. Algumas coisas, quando pensadas e publicadas, foram consideradas loucuras ou outras besteiras. Com o passar do tempo, algumas começaram a ter sentido ou, ao menos, originar dúvidas e debates, contribuindo, assim, para posteriores descobertas. Outras ainda, se não completamente esquecidas, foram gradativamente sendo descartadas. O pensamento a seguir, provavelmente, enquadrar-se-á nestas últimas duas hipóteses.

Analisando os tempos, vemos que o homem tinha determinadas características que, quando muito utilizadas, desenvolviam-se ao passar das gerações, com forte destaque em relação às outras. Foi assim, por exemplo, com os dentes caninos. Utilizando-os para devorar duros alimentos, logo ficaram maiores e mais fortes, voltando a decrescer no momento em que os alimentos tornaram-se mais macios. Do mesmo modo, fomos deixando de engatinhar e passamos a caminhar, quando tentamos nos locomover a lugares distantes. Assim, muitas outras evoluções ocorreram, mudando o ser humano com o passar do tempo, tornando possíveis muitas coisas na época inimagináveis.

Como nos disse inicialmente Gabriel Perissé, as informações que dispomos são tantas que podemos ter conhecimento do mundo durante muitos anos, e não só daqueles em que vivemos realmente. Claro, a idéia do referido pensador apenas nos faz pensar o quanto poderão cientistas e a própria sociedade, utilizando inteligentemente os dados disponíveis, conhecer a história, avaliar o presente e projetar o futuro. De repente, proporcionar condições para um grande aumento de longevidade, com mais qualidade de vida...

Por exemplo, vejamos.

O homem de Neandhertal vivia, em média, vinte e nove anos. Na segunda metade do século XIX, a expectativa de vida era de uns 35 anos. Esses dois períodos são divididos por, aproximadamente, oitocentas gerações. Curiosamente, nos dias de hoje as pessoas estão vivendo o dobro do início do século XIX. Claro, muita coisa mudou neste período, mas quem sabe afirmar com absoluta certeza que o mundo não voltará a ter um tempo de tão intensa mudança? Bem. Eis onde quero chegar e o pensamento que aqui quero compartilhar: justamente essa dúvida - de onde e com que velocidade o desenvolvimento está nos levando - nos permite pensar que dentro de algum tempo nossos descendentes poderão viver mais, muito mais do que 150 anos. Quem sabe?

Vicente Zancan Frantz – 2003.
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